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Colangiocarcinoma realmente tem cura?

Pessoa com a mão na região do fígado - colangiocarcinoma tem cura
05/02/2021

O colangiocarcinoma realmente tem cura? Colangiocarcinoma é um câncer raro que afeta os ductos biliares e pode ser tratado por meio de cirurgia para retirada do tumor.

Definido como um tumor maligno que afeta os ductos biliares, o colangiocarcinoma pode ter cura. Assim como acontece com a maioria dos cânceres, há mais chances de sucesso no tratamento quando a doença é diagnosticada ainda nas fases iniciais.

Diz-se que o colangiocarcinoma tem cura quando é possível sua retirada completa por cirurgia. Infelizmente, muitos pacientes irão descobrir a doença em estágios avançados, quando a cirurgia não pode mais ser realizada. Além disso, mesmo em casos em que se consegue a remoção completa do tumor, a doença pode voltar no futuro. Isso decorre da natureza bastante agressiva deste tipo de câncer, com a possibilidade de que pequenas células já tenham se espalhado pelo organismo e não sejam visíveis ao olho humano e aos exames disponíveis.

Há diversas opções terapêuticas para o colangiocarcinoma e a escolha entre elas dependerá do tamanho do tumor, sua localização, se o câncer se espalhou e do estado geral de saúde da pessoa.

Sempre que possível, a cirurgia para remoção do tumor deverá ser considerada, visto que é o tratamento que oferece uma chance real de cura da doença. Trata-se de um procedimento complexo e que deve ser realizado por um cirurgião do aparelho digestivo especializado em cirurgia hepática e com profundo conhecimento neste tipo de doença.

Colangiocarcinoma: o que é o câncer de vias biliares?

O colangiocarcinoma é um tumor maligno que se desenvolve nos ductos biliares, uma estrutura tubular que conecta o fígado e a vesícula biliar ao intestino, permitindo que a bile chegue ao intestino delgado. Também chamado de carcinoma de vias biliares, a doença é de incidência rara e corresponde a aproximadamente 3% dos tumores malignos gastrointestinais, sendo mais frequente em indivíduos com idade entre 50 e 70 anos.

O colangiocarcinoma pode ocorrer em qualquer parte dos ductos biliares. Costuma ser classificado de acordo com sua localização: intra-hepático, peri-hilar e distal. Para entender melhor sobre a doença, acesse a página sobre Colangiocarcinoma.

O que causa câncer de vias biliares?

Os fatores de risco mais significativos para o desenvolvimento do colangiocarcinoma envolvem o avançar da idade e inflamações crônicas do trato biliar. Os principais deles são:

  • Hepatite B ou C;
  • Infecções parasitárias por vermes que afetam o fígado;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Uso de drogas ou contato com substâncias químicas tóxicas, como amianto;
  • Obesidade, diabetes e doenças hepáticas gordurosas;
  • Alterações inflamatórias como pancreatite crônica ou cálculos biliares.

Colangiocarcinoma: entenda o tratamento

Como foi explicado, o colangiocarcinoma tem cura possível, sendo maiores as chances de sobrevida quando a doença é diagnosticada em fases iniciais. Infelizmente, a minoria dos pacientes é diagnosticada em fase muito precoce. Por se tratar de uma doença silenciosa é comum que os pacientes só presentem sintomas quando a massa tumoral obstrui o sistema de drenagem biliar.

Após o diagnóstico, o paciente será submetido a exames para estadiamento da doença. É nessa fase que se avalia a extensão do tumor, e são importantes dados como o tamanho, a ocorrência de invasão dos vasos sanguíneos hepáticos e se ele se espalhou. Após essa análise é possível classificar o tumor como ressecável (possível de ser removido por cirurgia) ou irressecável (quando a remoção cirúrgica não é factível).

Concluída a fase de estadiamento é que se passa ao tratamento. Sempre que possível a cirurgia deve ser realizada. O objetivo é a remoção completa do tumor. Trata-se de procedimento de grande porte e altamente especializado. Para entender melhor os tipos de cirurgia possíveis, acesse a página sobre  Colangiocarcinoma.

Muitas vezes, antes da realização da cirurgia, o paciente poderá precisar passar por alguns procedimentos ditos preparatórios. Alguns exemplos são:

  • Drenagem da via biliar: consiste na desobstrução dos canais biliares por meio de próteses ou drenos. É medida importante, especialmente, no preparo de pacientes portadores de tumores perihilares (Tumores de Klatskin). A resolução da icterícia contribui para a segurança da cirurgia;
  • Embolização da veia porta: É um procedimento capaz de promover o crescimento da parte saudável do fígado antes da cirurgia. Assim, caso a retirada de uma grande área de fígado comprometido seja necessária, isso poderá ser realizado de maneira mais segura.

Colangiocarcinoma realmente tem cura?

O tratamento do colangiocarcinoma é ainda um desafio no meio médico. Ainda que possamos dizer que o colangiocarcinoma tem cura em alguns casos, ela não será atingida na maioria das vezes. Por este motivo, existe um grande esforço no sentido de aprimorar as modalidades terapêuticas disponíveis e alcançar melhores resultados para os pacientes.

Destacamos aqui três pontos importantes que vêm colaborando com a melhora dos resultados obtidos no tratamento do colangiocarcinoma. São eles: a utilização de cirurgias extensas com ressecções vasculares, o transplante de fígado e desenvolvimento de novas drogas.

A Universidade de Nagoya, no Japão, é um dos centros mundiais que concentra a maior experiência no tratamento da doença, sendo capaz de alcançar resultados dificilmente atingidos em outros locais. Em 2019, o Dr. Iron Pires visitou o centro e teve a oportunidade de acompanhar alguns procedimentos cirúrgicos. O grupo local defende a realização de procedimentos cirúrgicos extremamente agressivos e são pioneiros na realização de cirurgia mesmo quando o tumor envolve vasos sanguíneos importantes do fígado.

Estudos feitos nesta universidade têm possibilitado uma melhor compreensão da doença e o emprego do tratamento cirúrgico mesmo em casos mais avançados, antes tidos como inoperáveis. Em conversa com o Dr. Masato Nagino, chefe da equipe, foi ressaltada a importância do extenso e minucioso preparo pré-operatório dos pacientes para o bom resultado obtido.

O transplante de fígado era visto como uma contraindicação absoluta para o tratamento do colangiocarcinoma até poucos anos atrás. Estudos recentes, realizados principalmente nos Estados Unidos, têm mostrado que em situações bastante específicas o transplante de fígado pode ser considerado como uma alternativa terapêutica em casos de colangiocarcinomas peri-hilares e intra-hepáticos, com bons resultados.

Há muito debate e discordância sobre o assunto entre grupos de diferentes países. Mas é fato que o transplante vem ganhando maior importância nesse cenário e vem sendo cada vez mais empregado. Nos EUA o transplante de fígado já é uma terapia reconhecidamente eficaz no tratamento de alguns colangiocarcinomas.

Finalmente, a melhor compreensão das características genéticas desses tumores pode abrir um novo horizonte de tratamentos possíveis para a doença. Com a identificação de certos tipos de mutações é possível o uso de drogas que agem em alvos moleculares específicos, chamada terapia alvo. É sabido que em mais de 50% dos casos esses tumores apresentam mutações alvo detectáveis em exame. Muito ainda está em estudo, mas há esperança que essa linha de tratamento possa colaborar na identificação de medicações com melhor ação e menor toxicidade.

Para entender melhor sobre o assunto e ter acesso adequado ao tratamento da doença, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Iron Pires.

Fontes:

Cholangiocarcinoma foundation;

Cure;

Instituto Nacional do Câncer — Inca;

Cirurgião do Aparelho Digestivo – Dr. Iron Pires.