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Metástases hepáticas

Fígado e luvas em cima de uma mesa - Metástases hepáticas
Imagem: Shutterstock

As metástases hepáticas ocorrem quando um câncer se espalha a partir de outro órgão ou região do corpo, chegando ao fígado. Esses tumores são mais comuns do que cânceres hepáticos primários, que se originam no próprio fígado, e algumas vezes são as primeiras manifestações clínicas de cânceres originados em locais como trato digestório, pulmão, pâncreas ou mama.

O fígado é o maior órgão sólido do corpo humano. Ele recebe um grande fluxo sanguíneo e atua na regulação geral do organismo — absorvendo e quebrando nutrientes, filtrando e removendo substâncias tóxicas do sangue, produzindo bile para auxiliar no processo digestivo, entre outros.

Principais causas das metástases no fígado

Os riscos de um câncer se espalhar e acometer o fígado, formando assim as metástases hepáticas, varia conforme a localização e o tipo do câncer primário. A maioria dos casos se desenvolve a partir do intestino grosso (cólon) ou do reto, sendo que aproximadamente 60% a 70% dos pacientes com estes tipos de câncer acabam desenvolvendo uma metástase hepática à medida que a doença evolui.

Embora muito menos comuns, as metástases hepáticas também podem começar como câncer de mama, câncer de esôfago, câncer de estômago, câncer de pâncreas, câncer de pulmão, câncer de rim e câncer de pele.

Mesmo que o câncer primário tenha sido tratado ou completamente removido, ainda há chances de o paciente desenvolver metástases hepáticas no futuro. Por isso, é necessário que todos os indivíduos que já tiveram câncer sejam acompanhados regularmente. Assim, caso ocorra uma metástase hepática, ela poderá ser identificada precocemente.

Prevenção e fatores de risco

Infelizmente, não é possível prevenir completamente a ocorrência de uma metástase hepática. O risco para que ela ocorra está diretamente relacionado a agressividade do tumor primário. Os tratamentos médicos hoje disponíveis contra o câncer, como a quimioterapia, podem em algumas situações diminuir a chance que um tumor se espalhe.

Medidas gerais para prevenir a ocorrência de câncer são recomendadas para todas as pessoas, vale ressaltar a importância de manter uma alimentação balanceada e rica em fibras, controlar o peso, evitar tabagismo e uso excessivo de álcool. Acompanhamento médico regular e realização dos exames preventivos indicados também são medidas úteis.

Sintomas e diagnóstico

Metástases hepáticas podem ser completamente assintomáticas ou causar queixas leves, especialmente se estão em estágio inicial. Perda de peso ou desconforto abdominal são relatados por algumas pessoas. Outros sintomas possíveis são:

  • Fraqueza, mal-estar, perda de apetite;
  • Urina de coloração escura;
  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Suores e febre;
  • Icterícia (pele e olhos de cor amarelada).

Para o diagnóstico de metástase hepática a equipe médica poderá lançar mão de exames de sangue, exames de imagem e biópsia. No sangue, existem algumas substâncias que podem se elevar quando existe um câncer em atividade, elas são chamadas de marcadores tumorais.

A avaliação com exames de imagem é um ponto fundamental, pois, irá orientar também o tratamento. Poderão ser realizados exames como a tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-CT e outros. Na maioria dos casos poderá ser necessário a realização de uma biópsia para confirmação diagnóstica. A biópsia é útil também para que se possa traçar o perfil genético do tumor, o que é importante no tratamento. Quando necessária, a biópsia geralmente é feita por métodos minimamente invasivos, sem necessidade de cirurgia.

Tratamento para metástases hepáticas

A escolha pelo tratamento mais adequado deve levar em consideração fatores como o tipo de tumor primário, tamanho e quantidade dos tumores metastáticos, estado de saúde geral do paciente e histórico clínico do indivíduo. Nenhum tumor se comporta exatamente da mesma forma em pessoas diferentes. Nesse cenário, a escolha do tipo de tratamento deve ser individualizada, considerando as particularidades de cada paciente.

É muito importante a colaboração de uma equipe multiprofissional. O tratamento de um câncer metastático envolve muitas estratégias diferentes e especialidades médicas distintas. Por isso, o plano de tratamento deve ser montado por um time de especialistas de diversas áreas, como: oncologista, cirurgião, radiologista, radioterapeuta, cirurgião vascular, e outros.

Existem várias modalidades de tratamento disponíveis que podem ser muitas vezes combinadas. Algumas delas são:

  • Cirurgia;
  • Quimioterapia;
  • Técnicas ablativas;
  • Radioterapia;
  • Imunoterapia.

A cirurgia para tratamento de metástases hepáticas visa a remoção dos focos de tumor no fígado. O número, tamanho e localização dos nódulos é que determinarão a estratégia cirúrgica a ser adotada. Pela grande variabilidade na apresentação das metástases a operação pode variar da retirada de uma pequena área de fígado a procedimentos extremamente complexos. A cirurgia para remoção de metástases hepáticas evoluiu muito na última década, sendo hoje mais segura, atingindo melhores resultados e podendo ser aplicada em mais situações.

Em casos selecionados é possível que a cirurgia seja realizada por técnica minimamente invasiva, videolaparoscopia, evitando que grandes cortes no abdômen sejam necessários.

Prognóstico

A taxa de sobrevida de pacientes com metástase hepática varia conforme a extensão da doença. O sucesso do tratamento depende do tipo e localização do câncer primário, bem como suas características e o quanto ele se espalhou para o fígado e demais regiões do corpo. Os tratamentos médicos têm evoluído muito nesse campo e ano após ano os resultados alcançados têm sido melhores. Em casos de metástases originárias de cânceres colorretais, por exemplo, alguns pacientes podem ser completamente curados da doença.

As estatísticas de sobrevivência ao câncer devem ser interpretadas com cautela. Essas estimativas são baseadas em dados de milhares de pacientes e pode não se aplicar a uma única pessoa. Como as estatísticas de sobrevivência são normalmente medidas em intervalos de cinco anos (ou às vezes um ano), elas podem não representar avanços no tratamento ou diagnóstico desse câncer.

Procurando um especialista

Como foi visto, o tratamento das metástases hepáticas deve ser feito por uma equipe especializada e composta por diversos profissionais — que incluem um oncologista, cirurgião especializado em fígado, radiologista, entre outros. O Dr. Iron Pires é cirurgião do aparelho digestivo e trata especialmente alterações que afetam o fígado, pâncreas e vias biliares.

Sua principal área de atuação, portanto, inclui a realização de cirurgias para retirada de tumores primários ou metastáticos de fígado. Para saber mais sobre o trabalho realizado pelo Dr. Iron, entre em contato e agende uma consulta.

Fontes:

Manual MSD;

MSKCC (Memorial Sloan Kettering Cancer Center)

Colégio Brasileiro de Cirurgiões.