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Cirurgia de Fígado

Fígado e luvas em cima de uma mesa
Imagem: Shutterstock

O fígado é o maior órgão sólido do corpo humano. Está localizado do lado direito do abdômen, atrás das costelas e abaixo do diafragma. É um dos órgãos indispensáveis para o funcionamento adequado do corpo. Ele atua na regulação de funções primordiais do organismo, como:

  • Metabolização e armazenamento de nutrientes absorvidos pelo intestino no processo de digestão;
  • Filtragem e remoção de substâncias tóxicas do sangue, a exemplo de medicamentos, álcool e outros;
  • Produção de bile para auxiliar no processo digestivo;
  • Produção das substâncias responsáveis pela capacidade de coagulação do sangue.

O fígado é composto de diferentes células. As principais são os hepatócitos, responsáveis pela maioria de suas funções. Também estão presentes células que compõe os vasos sanguíneos e os canais biliares. Todas essas células podem dar origem a diferentes tumores, benignos e malignos. Além disso, defeitos na estrutura do órgão podem causar problemas e atrapalhar o seu funcionamento.

A cirurgia de fígado envolve uma variedade de procedimentos diferentes que visam em última análise restaurar o funcionamento adequado do órgão ou remover um tumor. As intervenções cirúrgicas são necessárias, mais frequentemente, para a retirada de tumores hepáticos, mas não se resumem a isso. O transplante de fígado e intervenções realizadas sobre as vias biliares são outros exemplos de cirurgias do fígado.

Hepatectomia: o que é e quando é feita?

Também chamada de ressecção hepática, a hepatectomia é uma cirurgia de fígado que consiste na remoção de uma parte do órgão. O fígado pode ser dividido em oito segmentos independentes e estes podem ser retirados individualmente ou combinados. O procedimento é, mais comumente, indicado para o tratamento de tumores primários e secundários do fígado, mas outras doenças também podem culminar na necessidade de uma hepatectomia.

Para que essa cirurgia de fígado possa ser realizada, o paciente deve apresentar boas condições gerais de saúde e após remoção da parte desejada deverá restar uma porção de fígado saudável suficiente para o seu funcionamento adequado.  Por conta de sua capacidade de regeneração, o fígado pode voltar a apresentar tamanho próximo ao normal algumas semanas após a realização da cirurgia.

Diversos tipos de hepatectomia podem ser realizados dependendo de quais os segmentos do fígado precisam ser retirados. Assim, a cirurgia pode variar de procedimentos menores a outros extremamente complexos. A área total do órgão a ser retirada, a coexistência de cirrose, e as condições clínicas gerais do paciente são alguns dos fatores que irão predizer maior ou menor risco da operação.

Como é feita a ressecção hepática?

Por se tratar de um procedimento de alta complexidade, a ressecção hepática deve ser realizada por um cirurgião especializado em cirurgia hepatobiliopancreática e em um hospital de grande porte que ofereça todos os recursos necessários.

Na maioria das vezes, a cirurgia de fígado é realizada por via aberta, através de uma incisão na parte superior do abdômen. Dependendo da localização e tamanho do tumor a ser retirado, a cirurgia pode ser feita também por videolaparoscopia (método em que uma câmera é inserida no abdômen do paciente, permitindo que o cirurgião veja o órgão sem a necessidade de um grande corte) ou com auxílio de um robô.

Alguns tipos de ressecção hepática podem ser mais desafiadores que outros. Cirurgias em pacientes portadores de cirrose, por exemplo, são tecnicamente mais complexas e trazem maior risco de complicações. Cirurgias para tratamento de colangiocarcinoma, especialmente quando há invasão de estruturas vasculares, estão entre as cirurgias de fígado de maior dificuldade e só devem ser realizadas por uma equipe especializada.

Alguns riscos envolvidos:

  • Sangramento: o fígado é um órgão que recebe um enorme fluxo sanguíneo. Por isso, a ocorrência de hemorragia é sempre uma preocupação. Além disso, o fígado também é responsável pela produção dos fatores de coagulação e qualquer prejuízo no seu funcionamento pode aumentar o risco de sangramentos.
  • Insuficiência hepática: é quando o fígado remanescente (parte que resta após a cirurgia) não é suficiente para desempenhar todas as funções do órgão de maneira adequada. O risco é maior quando grandes porções de fígado precisam ser removidas e em pacientes que já têm prejuízo da função hepática (cirróticos). Existem medidas, que podem ser utilizadas quando necessário, para minimizar o risco de que isso ocorra.
  • Infecção.
  • Eventos trombóticos.
  • Complicações relacionadas à anestesia.

Transplante de fígado: para que serve e como é feito?

O transplante hepático, por sua vez, é uma cirurgia de fígado em que o órgão comprometido é substituído por um saudável, geralmente doado por uma pessoa que acabou de falecer. É possível, em alguns casos, que a doação seja feita também por uma pessoa que está viva, desde que haja compatibilidade e uma série de critérios seja obedecida.

O fígado está entre os órgãos mais transplantados no Brasil, sendo este o único procedimento terapêutico capaz de restaurar plenamente a saúde de pessoas que têm dano grave e irreversível ao órgão. Em geral, a maioria das pessoas que precisam de um fígado novo apresentam cirrose hepática, uma alteração em que os tecidos normais do órgão são substituídos por tecidos cicatriciais não funcionantes.

Algumas das principais condições que levam à cirrose, podendo resultar na necessidade de um transplante de fígado, são:

  • Hepatite viral crônica B e C;
  • Hepatite autoimune;
  • Uso abusivo de bebidas alcoólicas;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica;
  • Uso excessivo de alguns medicamentos.

Cabe a um médico especialista avaliar as condições de saúde do paciente, identificando se ele é um candidato ao procedimento e inserindo-o na lista de espera para que o transplante possa ser realizado.

Como é realizada esta cirurgia de fígado?

O transplante de fígado é um procedimento de alta complexidade, e consiste na remoção do órgão comprometido por meio de uma incisão no abdômen e sua substituição por um novo fígado. O órgão doado é, então, conectado aos vasos sanguíneos e canais biliares do paciente. A cirurgia dura cerca de 5 a 8 horas, e o paciente permanece em torno de 15 dias internado para que a recuperação seja acompanhada de perto.

A recuperação pós-operatória de um paciente transplantado, assim como o tempo necessário de permanência na UTI e internação hospitalar, depende de suas condições clínicas. Após a alta hospitalar é essencial que o paciente continue sendo acompanhado pela equipe em consultas.

Especialista em cirurgia de fígado

Em geral, as intervenções no fígado são sempre procedimentos delicados e que demandam profundo conhecimento técnico por parte do cirurgião. O Dr. Iron Pires é um médico especializado em cirurgias do aparelho digestivo, com especial dedicação à cirurgia do fígado, pâncreas e vias biliares.

Para saber mais sobre a cirurgia de fígado e conhecer o trabalho do Dr. Iron Pires, entre em contato e agende uma consulta.

Fontes:

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo

AASLD (Associação Americana para estudo das doenças do fígado)

Associação americana do câncer